Logo no início dos anos 70 observamos o desejo dos empresários em encontrar alternativas para economizar e otimizar recursos através da terceirização de atividades, uma forma de apoio mútuo repartindo riscos e resultados.
No início somente em duas hipóteses se permitia a terceirização: acréscimo extraordinário de serviço ou em casos de substituição de um colaborador regular e permanente.
No passado algumas organizações foram bem-sucedidas e outras se depararam com total fracasso. Era necessário encontrar a solução para paradigmas como decidir se devemos centralizar ou fragmentar as atividades da empresa?
Nos dias atuais passamos a conviver com uma ambição maior, empresários/gestores vislumbram uma ótima possibilidade de reduzir custos com uma contrapartida de aumentar sua competitividade, as terceirizações passam a agregar especialização e inovação nos processos empresariais.
As mudanças tecnológicas, a evolução das multimidias, da inteligência artificial permitiu um novo pensar principalmente em aceitar que a organização tem enormes dificuldades em se relacionar com as mudanças, então o que dizer com as mudanças inovadoras que envolvam o controle direto das operações? Ditados como “o boi só engorda com o olho do dono” atrasou muitos empresários a decidir pela monitorização de pastagens, chips realizando leituras de todos os dados clínicos e alimentares dos bois, serviços terceirizados no agronegócio. Algumas pessoas continuam de olho no boi e não viram a boiada passar, os que buscaram terceirizações para o uso de alta tecnologia dominam completamente o mercado que disputam.
Alguns empresários ainda pensam na possibilidade de terceirizar apenas como uma forma de redução de custos, não abrem os olhos para o uso de conhecimentos, habilidades e alta expertise que especialistas podem agregar, sem o custo de formação, nem investimentos em atualizações ou rescisões contratuais.
Muitos gestores decidiram por estratégias limitantes, reduziram as oportunidades de competir por falta de recursos financeiros enquanto o necessário era trabalho especializado configurado por parcerias colaborativas. Ainda, podemos observar poucas empresas presas a aquele pensamento ultrapassado “eu pago você tanto e você me dá tanto”. Não podemos mais competir boicotando a fala e a escuta, a multidimensionalidade de experiências e a contribuição do olhar de fora para inovação do de dentro.
Para competir neste mercado imensamente veloz temos que sair de modelos que atuavam para manter posições de poder, medo de assumir que o mal hábito do passado, perde o olhar apaixonante pela preguiça e relaxamento.
Observamos, ser muito engraçado, quando em treinamentos utilizamos jogos empresariais e os gestores olhando de fora o jogo percebem muitas alternativas que os competidores, focados no jogo não percebem. Pedimos para eles correlacionar com o dia a dia na empresa, eles logo percebem as oportunidades perdidas por não ter o parceiro que olha de fora. Facilmente frente as evidências trazidas pelo lúdico reconhecem encontram na terceirização um diferencial competitivo no mundo real.
Veja você, nos exemplos da vida, algumas pessoas não querem saber do custo da terceirização, pensamentos tipo: vai falar para os outros das minhas fragilidades, vai se sentir por cima, vai pensar que sabe mais do que eu. Queremos mesmo saber se esse Santo de fora de casa pode mesmo fazer milagres – agregar valor.
A Confederação Nacional da Indústria informou que – 69,7% das empresas entrevistadas utilizam serviços terceirizados, sendo que desse montante 84% estudam manter ou ampliar a utilização desses serviços.
Esqueça de parceiros e pense daqui para frente em empresas amigas (Alianças Estratégicas). Só existe terceirização de sucesso, sejam para produtos meio ou fim, entre empresas amigas. Porque só para um amigo que você liga e ele antes de pensar em honorários vai pensar no seu problema.
Não poderia terminar este pensar sem deixar um exemplo real de terceirização na prática. Imagine que o mercado disponível para você vender seus produtos esteja além das fronteiras, como você chega lá?
A atividade de exportar requer conhecimento especializado como conhecer idiomas, os hábitos e a legislação do consumidor externo. Em nível nacional, é necessário seguir atentamente a legislação aduaneira e cambial para que as operações sejam éticas e legais. Além disso, para que o produto nacional seja competitivo no exterior de forma sustentável, é fundamental desenvolver uma eficiente cadeia logística, com foco na otimização dos recursos e na redução dos custos operacionais.
Nada simples para quem está focado na produção ou serviço levar este plano de exportar adiante.
Uma boa prática de fazer isso é terceirizar, por exemplo, transferir para a nossa parceira especializada, uma empresa amiga, MTC Consultoria SS Ltda., as atividades operacionais de comércio exterior, a inteligência empresarial passa a ser redirecionada para o foco do negócio e você poderá contar com benefícios como:
Para finalizar, neste ano de 2022, com a economia ainda instável, cenários futuros indefinidos, necessitamos de muita flexibilidade, velocidade e expertises. O importante passa a ser priorizar o que fará bem aos seus negócios, em médio e longo prazo. Acreditamos na terceirização, ela continua sendo uma ótima opção de aumentar a capacidade de competir, uma forma de buscar a opção de contar com trabalho qualificado e ainda economizar é um pensar grande e inovador. Entendemos que a terceirização possibilitará a sua empresa um diferencial competitivo para enfrentar novos tempos.
Prof. Dr. Paulo Ricardo Silva Ferreira, é atual Presidente do Instituto Eckart, Ph.D. em GESTION Y COMERCIALIZACIÓN INTERNACIONAL DE LA EMPRESA pela Universidad de León/ Espanha, consultor de empresas em estratégia e comportamento humano. Na educação empresarial criou a metodologia COMPETÊNCIAS EM JOGO – Trabalho em desenvolvimento das competências para a liderança utilizando-se de técnicas da neurociência Cognitiva Comportamental.
Maria Tereza da Costa, habilitação em Comércio Exterior pela Unisinos e MBA Controladoria e Finanças pela Fundação dos Administradores. Vivências de longos anos na área petroquímica e sócia na MTC Consultoria SS Ltda.